É do domínio público que decorre, atualmente, um processo de remodelação e ajustamento da complementaridade de valências no Centro Hospitalar do Médio Tejo.
Sendo sempre um processo complexo, difícil e nem sempre bem acolhido pelas populações, ele fará, no entanto, sentido e será entendível se, no pressuposto das decisões da atual administração, estiver evidente a salvaguarda da manutenção dos três hospitais.
O Executivo Municipal de Torres Novas não deixa de ficar preocupado com a evolução de todo este processo, entendendo-o, no entanto, à luz das dificuldades financeiras que o país atravessa e, em particular, o calamitoso estado financeiro do Centro Hospitalar do Médio Tejo.
O Executivo saúda a postura de diálogo, por mais que uma vez evidenciada, que tem sido prática do atual presidente do Conselho de Administração, e deseja que esse diálogo se mantenha cada vez mais profícuo, para que, de uma forma leal e franca, a Câmara Municipal de Torres Novas possa acompanhar a evolução do processo.
Por último, manifesta o Executivo de Torres Novas todo o empenho, e dará o seu contributo, se necessário for, para o reforço da política de sustentabilidade e de coesão territorial do Médio Tejo, na manutenção que sempre apoiámos da complementaridade dos três hospitais, independentemente das questões técnicas sempre passíveis de discussão e debate público.
Sendo o município de Torres Novas defensor do Serviço Nacional de Saúde, desejamos que esta medida concorra, não só para a manutenção do Centro Hospitalar do Médio Tejo e da interação entre os hospitais de Torres Novas, Tomar e Abrantes, como ainda para a sustentabilidade económica do referido Centro Hospitalar.