Número: 20
Série: II
Páginas: 324
Formato: 21 x 22 cm
Encadernação: Capa mole
Preço: Esgotado; disponível para consulta na biblioteca municipal
Colaboradores: António Mário Lopes dos Santos, Maria Elvira Marques Teixeira, Joana Catarina Pereira Rosa, Luís Batista, Vasco J. R. da Silva, Diana Gonçalves dos Santos, António Ribeiro, Paulo Oliveira, Joaquim Rodrigues Bicho, Margarida Moleiro, João Tereso, Gonçalo Lopes, Luís Mota Figueira
Títulos dos Artigos: “A Misericórdia de Torres Novas. Da sua fundação, os primeiros tempos”; “O Foral Novo de Torres Novas no contexto da reforma manuelina dos forais”; “Relógios de sol em Torres Novas”; “A evolução dos revestimentos artísticos em interiores sacros privados do concelho de Torres Novas (séculos XVIII-XIX)”; “As obras na Cardiga durante os priorados de Fr. António Lisboa e Fr. Pedro Moniz”; “Andrade Corvo e o ensino artístico. Da fundação das Academias de Belas Artes à reacção romântica (1836-1856) “; “Carlos Cacho, físico nuclear. Contributo biográfico”; “Em memória de Artur Gonçalves”; “O Julgamento do Bacalhau, a cíclica viagem de condenado a salvador: práticas no concelho de Torres Novas”; “Acerca de um cabo de faca medieval em Torres Novas”; “Gestão Museológica, turismo cultural e salvaguarda do património: a importância da Carta Internacional do Turismo Cultural Autárquico”; 2007 em revista; Nova Augusta em índice
Palavra-chave: história, história da arte, património, personalidades, arqueologia, estudos sociais, foral, Torres Novas, Misericórdia, museus, capelas, Cardiga, Andrade Corvo, Carlos Cacho, Artur Gonçalves, Relógios de sol, Julgamento do Bacalhau
Sinopse: A revista Nova Augusta lança o vigésimo número da II série, inaugurada há 27 anos. De lá para cá, manteve-se o gosto pelos temas torrejanos, reforçaram-se os critérios de qualidade científica dos artigos, modernizou-se a imagem gráfica da revista e acolheram-se novos colaboradores.
A NA 20 representa, à semelhança dos números anteriores, o empenho na edição de uma publicação de valor reconhecido no panorama dos estudos locais e regionais. Este ano, são lançados novos contributos nas áreas da história, história da arte, personalidades, estudos sociais e arqueologia. E inaugura-se a rubrica Ideias e Debates.
Em 2008, a história e a história da arte são os alicerces da Nova Augusta.
Nos temas da história, António Mário Lopes dos Santos e Maria Elvira Marques Teixeira trabalham sobre assuntos do século XVI. António Mário L. Santos revela os trilhos (documentais) percorridos até à fundação da Misericórdia de Torres Novas e Maria Elvira Teixeira estuda o Foral atribuído, por D. Manuel I, a Torres Novas, em 1510.
Nos estudos de história da arte Diana Santos e Luís Batista visitam as quintas e casas nobres de Torres Novas e região envolvente: um para analisar os revestimentos artísticos das capelas privadas do concelho de Torres Novas (séculos XVIII-XIX), outro para investigar as obras da Quinta da Cardiga entre 1529 e 1630. António Ribeiro escreve sobre o ensino artístico no Portugal de oitocentos, abalado pela greve académica de 1844 e a reivindicação da reforma dos programas e dos métodos, destacando a publicação de um texto crítico de Andrade Corvo sobre a ausência de conhecimentos estéticos no ensino artístico.
A preparar a dissertação de doutoramento no âmbito da história das ciências, Vasco J. da Silva percorreu os espaços públicos e privados do concelho em busca de relógios de sol. Da pesquisa exaustiva resultou o artigo que aqui publicamos sobre os relógios de sol da Quinta de Caniços, de Alqueidão e do castelo de Torres Novas.
Comemorando o 102º aniversário do nascimento de Artur Gonçalves, publica-se, pela pena de Joaquim Rodrigues Bicho, uma breve biografia do homem que mais escreveu sobre a história da vila e sobre os torrejanos ilustres, revelou contributos preciosos para o estudo da toponímia local, do património edificado, da história do funcionalismo municipal, entre outros assuntos. A obra de Artur Gonçalves, publicada nos anos 30 do século passado, é referência obrigatória para os investigadores dos temas torrejanos.
Se Artur Gonçalves é já nome bem conhecido por estas terras, o de Carlos Cacho não o é. Por isso, Paulo Oliveira revela a vida e obra deste reputado físico nuclear do século XX, natural de Golegã.
Bastante afamado era o Enterro do Bacalhau que por cá se fazia nas freguesias de Lapas, Riachos, Zibreira, Pedrógão, Parceiros da Igreja, Árgea e até na Vila. Margarida Moleiro tenta desvendar as origens e as formas destas práticas no concelho: os textos, as personagens e os locais.
E por fim, uma faca em ferro, de grandes dimensões, que ainda conserva parte do cabo original em madeira dá o mote para o artigo de arqueologia de Gonçalo Lopes e João Tereso. Quase não se conhecem exemplares de facas medievais encontradas em contexto arqueológico, o que confere a este achado carácter de raridade.
Pela primeira vez, a NA concede espaço à publicação de textos argumentativos sobre os temas da cultura. Luís Mota Figueira abre a secção Ideias e Debates com questões em torno da aplicação da Carta Internacional do Turismo Cultural nas autarquias.
Os assuntos mais marcantes do ano 2007 encerram a revista. Numa tentativa de garantir, para a posteridade, o registo dos acontecimentos mais relevantes da vida autárquica, sociedade, cultura e desporto em Torres Novas.
No alinhamento da NA 20 convivem académicos, profissionais das áreas da história, da museologia, do ensino. Convivem investigadores de profissão e outros que não o são. Convivem discursos académicos e discursos fluidos de escrita menos complexa, escolas e vivências diferentes. Convivem a dedicação e erudição dos seus colaboradores. É com esta matéria-prima que se produz a NA, uma revista com 46 anos de existência e periodiciadade anual praticamente ininterrupta desde 1990.