"O programa de acção para a cidade de Torres Novas, previsto para os próximos quatro anos, e que se entendeu por bem designar “Turris XXI”, é um objectivo que, para além de ambicioso, também é revolucionário.
Em 2005, a cidade do Almonda, em termos urbanísticos e ambientais, terá pouco a ver com a cidade que hoje conhecemos.
O programa, que ora se apresenta é fruto de alguns anos de trabalho e de planeamento, quer de técnicos da autarquia e do GAT, quer ainda de técnicos contratados no exterior. De facto, não é de um momento para o outro que se apresentam projectos de execução em quantidade e dimensão como os da “Turris XXI”. E, mais importante do que isso, acompanhados do respectivo financiamento, substancialmente garantido para o efeito. Arrisca-se ainda, com uma probalidade muito próxima da realidade, o prazo, quer para o início da execução, quer para a conclusão das obras.
É importante referir que, dos 7 milhões de contos previstos para investimento na cidade, somente oitocentos mil poderiam ter tido outro destino; o mesmo é dizer que a esmagadora maioria da verba, ou será gasta na cidade ou será devolvida e anulados os respectivos protocolos contratos programas ou candidaturas.
Torres Novas, enquanto urbe, beneficia da sua condição de cidade média desta sub-região no contexto do triângulo Torres Novas, Tomar e Abrantes. Daí esta possibilidade de captação de apoios comunitários, impensáveis, pelo menos nesta dimensão, para outros municípios da região.
Por técnicos exteriores ao Município e entidades ligadas à gestão dos programas comunitários, foi sugerido que a Torrenova fosse ela própria a referência emblemática deste grande projecto para uma nova cidade para o século XXI. No fundo, a Torrenova é o elemento aglutinador e referenciador de um projecto global e articulado para a cidade. Daí a sua estilização como símbolo deste ambicioso programa de acção, “Turris XXI”. Também, por isso, a sua própria edificação vai merecer o apoio financeiro e comunitário...
Ao assumirem-se prazos para a concretização deste programa, obra a obra, pretende-se desse modo uma corresponsabilização, quer do poder político, quer dos técnicos e restantes funcionários autárquicos. Porque, de facto, todos juntos é que faremos uma cidade nova para os nossos filhos. Só assim trilharemos, para a nossa terra, os Caminhos do Futuro.
Mãos à obra!
Paços do Concelho, Fevereiro de 2001
O Presidente da Câmara Municipal
António Manuel Oliveira Rodrigues"