Munícipe

Voto de pesar pelo falecimento de Lúcio Vieira

A Câmara Municipal de Torres Novas deliberou, na reunião camarária de 23 de junho, por unanimidade, a atribuição de um voto de pesar pelo falecimento de Lúcio Vieira, endereçando as mais sentidas condolências a todos os familiares e amigos.

 

Nascido a 24 de janeiro de 1942 em Alcanena, António Lúcio Vieira vivia em Torres Novas desde os tempos de estudante, tendo dedicado parte da sua vida à cultura e às artes, como jornalista, poeta, escritor, dramaturgo, encenador e investigador.

 

Em Torres Novas, Lúcio Vieira ocupou o cargo de vice-presidente do Cineclube, chefe de redação do jornal «O Almonda», responsável pelo departamento de Comunicação e Relações Públicas do CEP 4 (antiga Rodoviária Nacional), diretor-encenador na área do Teatro do Centro de Juventude e da Casa de Cultura, tendo fundado o Grupo de Jograis da USTN (União dos Sindicatos de Torres Novas), o Grupo Cénico Claras, o TET (Teatro Experimental Torrejano) e o Teatro Estúdio, nos quais, ao longo de vários anos, encenou textos de autores portugueses e estrangeiros. Neste âmbito adaptou obras teatrais, clássicas e contemporâneas, sendo autor de vários originais de teatro, alguns para o público infanto-juvenil.

 

O seu primeiro livro de poesia foi publicado em 1974 com o nome «En Volvimento» e, das várias montagens que assinou, destacam-se estreia universal da obra do torrejano Jerónimo Ribeiro, «Auto do Físico» (séc. XVI) e a célebre farsa de Luís de Sttau Monteiro, «A Guerra Santa», que haveria de marcar politicamente, em Portugal, o verão de 1977.

 

É autor de várias obras dramatúrgicas, nomeadamente: «A Flor Mágica do Sábio Constelação», «A Ilha das Maravilhas». «O Vértice», «Aldeia Brava», «Ou a Odisseia», «A 7ª Guerra Mundial», «SOS-Sistema Otimizado de Saúde» e o monólogo «Eu, Sofredor Me Confesso» e, mais recentemente, a coletânea de pequenas peças «Pequeno Teatro Académico». Ainda no teatro viria a obter o 2.º lugar do Concurso Nacional da ATADT (Associação Técnica e Artística de Descentralização Teatral) com «Aldeia Brava» e a vencer o Festival de Teatro Português de Toronto (Canadá) em 1990.

 

Na música, António Lúcio Vieira foi o autor de oito das doze letras do álbum «Amigos, Amigos» de Paco Bandeira (1979), foi vencedor de vários festivais de canção de âmbito regional e obteve o 2º Lugar no Festival Nacional da Canção de Leiria (1987).

 

Em 2014 apresentou, na Biblioteca Municipal Gustavo Pinto Lopes, o livro de sua autoria «O Mouro da Praia da Foz» e mais recentemente, em 2016, o livro «Contos das Terras d'Água», uma compilação de sete contos que versam sobre as gentes do Ribatejo.

 

António Lúcio Vieira foi distinguido, em 1997, com os diplomas de Mérito e de Louvor, pela Casa do Ribatejo, em Lisboa. Em 2017, conquistou o 1.º lugar do Prémio Literário do Médio Tejo com o seu livro «25 Poemas de Dores e Amores».

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